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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Fórum Nacional de Entidades Farmacêuticas traz discussões amplas sobre a profissão

Data: 19/08/2009

Encerra-se, hoje (19.08) à tarde, o FÓRUM NACIONAL DE ENTIDADES FARMACÊUTICAS, realizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), no Auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, em Brasília. O evento, que se iniciou na manhã de ontem, é uma riqueza, tanto em seu vasto e complexo temário, quanto pela visão de futuro que ele traz. O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, no discurso que proferiu na solenidade abertura, argumentou que o Fórum tem o mérito de congregar, pela primeira vez, as entidades farmacêuticas e autoridades sanitárias para debaterem a profissão, diante do seu surpreendente crescimento. “A profissão cresceu muito – e até de forma desordenada – e trouxe, com esse crescimento, novas nuances, novas realidades. De sorte que é preciso discutir este crescimento e todo este novo momento por que passamos”, conclamou Souza Santos.

O Presidente do CFF, ao iniciar a sua fala, chamou a atenção para a Mesa, toda ela composta de farmacêuticos. E acrescentou: “Vendo a Mesa, a gente se convence do quanto os farmacêuticos são importantes, e o quanto eles ocupam posições de destaque, no País”. A declaração foi uma referência aos nomes, ali presentes: o Diretor-Presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Raposo; o Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior; dos demais Diretores do CFF: Amilson Álvares, Vice-Presidente; Lérida Vieira, Secretária-Geral; e Edson Taki, Tesoureiro; do Presidente da Feifar (Federação Interestadual de Farmacêuticos), Danilo Caser; e da Presidente da Fenafar (Federação Nacional de Farmacêuticos), Célia Chaves.

Souza Santos salientou a luta do CFF, com vistas a fazer com que os farmacêuticos sejam reconhecidos como profissionais da saúde e inseridos no Sistema Único de Saúde (SUS). Falou, ainda, da RDC 44, da Anvisa, publicada no “Diário Oficial da União”, no próprio dia 18.08, chamando a atenção para o fato de ela ajudar a resgatar o sentido de saúde que deve existir nas farmácias e drogarias, com a oferta de serviços farmacêuticos e com a venda exclusiva de medicamentos e correlatos. Ele concluiu, falando do Fórum: “As melhores cabeças estão, aqui”.

UNIÃO – O primeiro a falar foi o Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Pará, Walter da Silva Jorge João, Coordenador do Fórum. Ele reforçou o sentido de “união” que está norteando o evento. “Este Fórum propõe, na maior Casa legislativa do País, o Senado, que os farmacêuticos discutam os seus anseios, as suas intenções e as suas ações, por meio de suas entidades representativas. É preciso discutir o alcance social de cada uma dessas entidades. Só assim, saberemos se ela está conseguindo atingir a plenitude desse alcance, ou se tem algum tipo de dificuldade para fazê-lo”, explicou. Para ele, é a sociedade a grande beneficiária das ações das organizações farmacêuticas.

Em seguida, foi a vez de o Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, pronunciar-se. E começou, elogiando a iniciativa do CFF, de realizar o Fórum. Pediu que este seja apenas o primeiro de vários eventos do gênero. “Aqui, estão os representantes de entidades que trazem o futuro da profissão”, declarou.

Dirceu Raposo insistiu em afirmar que a Anvisa, as entidades farmacêuticas e os farmacêuticos trabalham pelo bem-estar do cidadão. “É preciso desmistificar que as entidades sejam corporativistas. Elas atuam em favor dos direitos do cidadão”, reforçou. Salientou, ainda, que o papel do farmacêutico é importante em todas as sociedades. “Basta andar pela Europa para se ver o quanto o farmacêutico é um profissional da saúde popular e imprescindível”, lembrou.

Ele falou da RDC 64, editada, no dia, pela Anvisa. “Ela disciplina o comércio de produtos e serviços de saúde, nas farmácias, que são a mãe da atividade farmacêutica. Lamentou que, até aqui, as farmácias e drogarias sejam confundidas com comércio, e os medicamentos, com mercadorias. “As pessoas não cobram os serviços farmacêuticos e não sabem que elas pagam por esses serviços”, acrescentou. Raposo declarou que a RDC 44 trará uma mudança profunda no paradigma farmacêutico.

CONTROLE SOCIAL – O Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior, fez um discurso focado no SUS e nos serviços farmacêuticos prestados no Sistema, com ênfase nas questões sociais relacionadas aos mesmos. ”Este é um momento histórico”, disse Batista Júnior, referindo-se ao Fórum. Ele pediu que o CFF leve e evento para os Estados, para descentralizá-lo.

Batista Júnior lembrou que o SUS é uma referência de sistema público de saúde para o mundo inteiro. “Vários países estão de olho no SUS”, declarou. Acrescentou que o Sistema conseguiu avanços inimagináveis, mas vive travando um embate permanente com o interesse econômico, porque o SUS oferece serviços e produtos de acesso universal, é anti-hegemônico e foca as suas ações na prevenção das doenças. “A opção pela cura das doenças é um mecanismo de enriquecimento”, declarou.

Pediu que a sociedade envolva-se com as lutas em defesa do SUS. Para tanto, é preciso que fazer funcionar os Conselhos Municipais de Saúde. “O farmacêutico deve buscar os Conselhos Municipais, com vistas a ocupar vagas nesses órgãos, pois, assim, irá qualificá-los”, pediu. Segundo ele, não adianta apenas ficar partindo para o enfrentamento com o interesse. “A sociedade, em sua maioria, não sabe que, no SUS, há espaço para a democracia participativa, e muitos gestores continuam não achando que o farmacêutico seja importante na saúde pública, o que é uma grande ignorância. Mas temos, todos juntos, que alterar esse estado de coisas”, concluiu.

SUPERAÇÃO - “Os desafios do farmacêutico nas diversas áreas de atuação: propostas para superação” foi o tema da primeira Mesa Redonda realizada, no primeiro dia do Fórum. Ademir Valério, Vice-Presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), lembrou que é necessária a definição do processo magistral e dos produtos magistrais, operações, procedimentos, indicadores de qualidade e rastreabilidade.

A Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH) foi representada por sua Presidente, a farmacêutica Márcia Gutierrez. A dirigente disse que é preciso consolidar a homeopatia como prática de saúde, no Brasil; estabelecer parcerias com outras entidades farmacêuticas; e promover o medicamento homeopático junto aos procedimentos do SUS.

Para Maria Rita Garbi Novaes, Presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh), muito já foi conquistado, mas ainda existem muitos desafios a serem enfrentados pelo segmento. “Precisamos dar continuidade à qualificação do profissional na farmácia hospitalar, e promover a atenção farmacêutica nos hospitais”, disse.

Os desafios tecnológicos, mercadológicos e legais foram destacados pelo Presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Ulisses Tuma. “É preciso investir em tecnologia e formação humana para termos desenvolvimento científico e definirmos ações em conformidade com a legislação vigente para conquistarmos uma performance eficiente e eficaz”, pediu o Presidente da SBAC.

O Presidente da Sociedade Brasileira de Citologia Clínica (SBCC), Carlos Eduardo de Queiroz Lima, citou que o corporativismo é a principal dificuldade a ser superada no setor. “A citopatologia não é atividade privativa de médicos. Ou vencemos o corporativismo, ou o câncer não será vencido”, disse.

No início da tarde, o Senador Marconi Perillo (PSDB/GO) e Vice-Presidente do Senado, compareceu ao Fórum para reforçar o pedido de união entre as entidades farmacêuticas. “Venho, aqui, com prazer, recepcioná-los em nome da Presidência da Casa. Creio que não há outra forma de promover o acesso ao medicamento por toda população, sem que as entidades que representam a Farmácia unam-se e compartilhem de decisões que dão norte para que os serviços farmacêuticos sejam praticados”, ponderou.

A Sociedade Brasileira de Farmacêuticos Acupunturistas (Sobrafa) foi representada pelo seu Diretor-Presidente, Paulo Varanda. Para o dirigente, a atuação do farmacêutico na acupuntura ainda precisa de divulgação.

Radif Domingos, Presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária (SBFC), destacou o curso de capacitação oferecido pelo CFF por meio do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) e lembrou que é preciso esclarecer à sociedade que as farmácias não são meros estabelecimentos comerciais e, sim, estabelecimentos que oferecem serviços de saúde.

A farmacêutica Solange Brícola, representante do Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), afirmou que a atividade precisa de apoio, pois o farmacêutico que atua na assistência domiciliar tem o objetivo de racionalizar a utilização de leitos, reduzir custos, promover a convivência familiar e elevar a qualidade de vida do paciente.

O Presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog), Saulo de Carvalho Junior, lembrou que a atividade foi recentemente regulamentada e que a Associação, ainda, enfrenta obstáculos com o processo de evolução da legislação sanitária.
 

Fonte: CFF
Autor: Pelos jornalistas Aloísio Brandão e Veruska Narikawa, com a estagiária de Jornalismo Paula Diniz

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