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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Nocaute na hepatite C

Data: 12/01/2015

Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com um dos três tipos do vírus HCV, causador da hepatite C. A maioria não sabe até apresentar sintomas da doença, que evolui silenciosamente até destruir o fígado e é a principal causa de transplantes do órgão. Na semana passada, a aprovação do antiviral daclatasvir pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aumentou as chances de cura de boa parte dessas pessoas. Trata-se do primeiro de uma série de três remédios orais de última geração para o tratamento da infecção a ser aprovado no País. Os outros dois - o sofosbuvir e o simeprevir - tramitam em regime de prioridade na agência desde o ano passado. Sua aprovação também estava prevista para o último trimestre de 2014, mas agora é esperada para junho ou julho. "Até lá, certamente haverá um aumento das ações judiciais para obter esses medicamentos", diz a advogada Rosana Chiavassa, especialista em direitos na área da saúde, de São Paulo.

A introdução do daclatasvir muda a face do tratamento. "Seu uso em associação com outros antivirais é a terapia mais avançada disponível contra a doença e já vem sendo adotada em países como a Inglaterra e os Estados Unidos", diz o médico Guilherme Felga, especialista em doenças do fígado do setor de transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Estudos indicam que o remédio é mais eficiente para os tipos 1 e 3 do vírus HCV. Transplantados e pacientes graves estão entre os principais beneficiados. "Suas chances de cura sobem de menos de 30% para 60%", diz Felga.

Para o infectologista Ésper Kallás, da Universidade de São Paulo, o remédio irá melhorar a adesão ao tratamento. "Cerca de 80% dos pacientes tratados com interferon sofrem com os efeitos colaterais e até 15% precisam interromper a terapia. Os novos antivirais têm menos efeitos colaterais e reduzem o tempo de tratamento", diz o médico. Os esquemas terapêuticos disponíveis no SUS com interferon peguilado duram até 48 meses. Em associação com outros remédios, o daclastavir reduz o tempo de tratamento para 12 a 24 semanas, conforme as características do paciente e do vírus.

A expectativa dos médicos e pacientes é de que a substância seja incorporada logo ao SUS. Antes, porém, precisa obter o aval da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Co-nitec). No mundo, há mais de 30 medicamentos em fase adiantada de estudo contra a doença. Um deles, uma cápsula que concentra três antivirais, foi aprovado para uso nos Estados Unidos na semana passada.

Fonte: IstoÉ

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