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Mais de três milhões de brasileiros têm diabetes e não sabem

Data: 17/11/2014

No Brasil, um total de 3,2 milhões de pessoas têm diabetes e não sabem. O número cresceu 14% em relação ao ano passado, conforme apontou uma atualização com dados deste ano da sexta edição do Atlas da Diabetes divulgado ontem. O levantamento, realizado pela Federação Internacional da Diabetes, revelou, ainda, que o Brasil tem 11,6 milhões de diabéticos dentre os 387 milhões de casos registrados no mundo.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, o resultado é alarmante.
— Se a gente levar em conta, por exemplo, que a diabetes é a maior causa de cegueira e de insuficiência renal e a segunda causa de amputação de membros inferiores, o número é muito preocupante. O nível de gasto público com essa doença é altíssimo — afirma Minicucci.
O custo mundial da doença este ano chegou a US$ 612 bilhões. E estima-se um aumento de 205 milhões de casos globalmente até 2035, totalizando 592 milhões. Um dos principais motivos para esse crescimento seria o fato de que se trata de uma doença silenciosa, com uma evolução mais lenta, sintomas poucos claros, e, consequentemente, diagnóstico tardio, diz o endocrinologista.
— A diabetes do tipo 1 acomete principalmente as crianças e os jovens, com manifestação rápida. Já na do tipo 2, a mais comum (cerca de 90% dos casos), os sintomas podem levar anos para aparecer. O indivíduo pode ter um pouco mais de sede, mas não percebe que está alterado, e até acaba se acostumando com os sintomas — alerta.
Com esse número crescente, Minicucci ratifica que é necessário levar mais conhecimento sobre a doença para a população.
— Devemos cobrar do poder público que planeje atitudes para esse quadro. Precisamos fazer mais campanhas de alimentação, de detecção da diabetes, de orientação para os detectados — sugere.
Do total de casos pelo mundo atualmente, em que uma pessoa morre de diabetes a cada sete segundos, 77% vivem em países de média e baixa renda. Isso ocorre, explica Minicucci, por que houve, nas últimas décadas, uma “ocidentalização da dieta”, isto é, os países menos favorecidos acabaram seguindo o exemplo americano de comer muitos alimentos processados, com conservantes.
UM MAL EVITÁVEL
A médica nutróloga Alice Amaral, que também se mostra preocupada com o resultado, afirma que a diabetes é uma doença “evitável”. Para ela, a maneira como vivemos atualmente e como lidamos com o nosso corpo é perigosa e favorece o surgimento de problemas como a diabetes e a obesidade.
— Quem não tem tempo para se cuidar precisará arranjar tempo para cuidar da doença — diz, acrescentando que a correria do dia a dia não pode fazer com que a pessoa deixe de lado a atenção com a saúde.
A médica diz que o exercício também é essencial:
— Não fomos criados para ficarmos andando de carro, usando elevador. Vá mais de escada, movimente-se. Troque o carro pela caminhada. Se usa transporte público, salte alguns pontos antes. Os hormônios liberados quando nos exercitamos trazem prazer e alegria e ajudam na prevenção, além de melhorar o aproveitamento da glicose para os diabéticos.

Fonte: O Globo

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