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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Antiqueda

Data: 04/11/2014

A guerra contra a calvície ganhou novas armas. Além dos medicamentos de uso tópico e oral, agora terapias a laser, aplicação de substâncias estimulantes e testes de DNA entraram para o arsenal dos tratamentos antiqueda.

"Em três meses já senti diferença. O volume de cabelo aumentou", diz Daniel Alcoforado Pereira, 29, técnico em informática. Ele toma remédio e faz sessões de laser com a aplicação de fatores de crescimento sintéticos que estimulam os bulbos capilares. 

Apesar dos casos de sucesso, as novas terapias ainda dividem os especialistas. "O tratamento clássico, só com medicamentos, tem sucesso em até 70% dos pacientes na redução da queda e no engrossamento dos fios. Nossa percepção é que com as novas terapias essa taxa de sucesso aumenta, mas não podemos dizer o quanto", afirma Denise Steiner, presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Já para Luciano Barsanti, médico diretor do Instituto do Cabelo, em São Paulo, "90% dos pacientes" conseguem ter resultados com o tratamento. Sua receita inclui, além do laser e dos tais fatores de crescimento, xampus que combatem a oleosidade, anti-inflamatórios contra dermatite seborreica, medicação de uso tópico, o minoxidil, e fitoterápica, a Serenoa repens.

A planta é usada no lugar da finasterida, droga mais popular contra a calvície e que impede a formação do hormônio DHT, derivado da testosterona e relacionado com a calvície de origem genética. Em cerca de 2% dos pacientes, porém, a finasterida tem efeitos colaterais como redução da libido e impotência. "A Serenoa tem a mesma ação da droga, mas sem o risco dos efeitos colaterais. Acompanhei 1.500 pacientes e 82% responderam ao fitoterápico", diz Barsanti.

Steiner afirma que não há estudos conclusivos sobre a planta. "A Serenoa é uma alternativa, sim. Mas é bom lembrar que só a minoria dos homens tem efeitos colaterais com finasterida." Assim como acontece com o fitoterápico, o sucesso dos fatores de crescimento é comprovado mais pela observação do que pela ciência. "Prefiro não usar ainda, mas vejo como algo promissor", diz o dermatologista e cirurgião Arthur Tykocinski.

Segundo ele, a substância pode agir nas células-tronco do bulbo capilar, estimulando o crescimento dos fios. É a mesma proposta de outra terapia usada na Europa, que aplica plaquetas do sangue do paciente como fator de crescimento. No Brasil, o uso das plaquetas só é permitido em caráter experimental.
A aplicação do laser já tem efeitos mais conhecidos. "Ele acelera a reparação celular e aumenta a circulação do local, ajudando a combater a queda dos fios e dermatites do couro cabeludo", diz a dermatologista Inaê Cavalcanti.

Sozinhos, nenhum dos novos tratamentos resolve o problema, afirma a dermatologista Karla Assed. "Fazemos um combo` de terapias para aumentar a chance de melhora. A calvície tem muitas causas. Além da genética, estresse e oleosidade do couro cabeludo atrapalham." Já existem testes de DNA para avaliar o peso da genética em cada caso. A terapeuta capilar Patrícia Maciel faz esse tipo de análise desde o começo deste ano.

"Coletamos saliva do paciente. O teste mostra se ele tem baixo, médio ou alto risco de desenvolver calvície de origem genética." A análise custa R$ 1.300 e não é unanimidade. "O diagnóstico clínico é suficiente", diz Denise Steiner.

Mas em um ponto todos concordam: quanto antes a pessoa começa o tratamento, melhor. O economista Pedro Madueno, 29, procurou um especialista quando percebeu os primeiros sinais da calvície. Há cinco anos, toma remédio e faz terapias de consultório. "Não sei qual das coisas faz efeito, mas que funciona, funciona." Em casos avançados, a única solução pode ser o transplante de fios, procedimento cirúrgico. "Por enquanto, é o único tratamento definitivo", diz Tykocinski.

 

Fonte: Folha de S.Paulo
Autor: Juliana Vines

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