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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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SUS tem 60% a mais de pacientes com plano

Data: 18/07/2014

O total de ressarcimentos feitos pelas operadoras aos cofres públicos foi recorde no ano passado, R$ 167 milhões. O valor é superior ao volume de indenizações realizadas de 2001 a 2010, que somaram R$ 125 milhões. O montante reflete a falta de estrutura das seguradoras para atender os beneficiários, que migram para a rede pública na hora da emergência. Desde 1998, quando um associado usa o Sistema Único de Saúde (SUS) para algum tipo de procedimento, a empresa é obrigada a indenizar os cofres públicos.

Todo brasileiro tem o direito de usar a rede pública de saúde. Por outro lado, se ele paga a seguradora para ter acesso à assistência privada, deveria receber o serviço contratado. “Até a ANS exigir uma indenização, deixar paciente correr para o SUS era um esquema de algumas seguradoras para não terem que arcar com custos principalmente de procedimentos de alta complexidade”, explica Sergio Bento, diretor da Planisa, consultoria especializada no segmento da saúde.

Em cinco anos, aumentou em 60% o número de usuários de planos de saúde que utilizam os serviços do SUS. Foram 319.619 internações, em 2012, contra 191.884 em 2008.

Campeões. Os partos estão entre os dez procedimentos que mais geram indenizações. “Isso aponta para problemas na qualidade da rede privada, como a falta de vagas e a demora no atendimento”, diz Lígia Bahia, professora de Saúde Pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Os hospitais são lotados pelos usuários de planos mais caros. É assustador que seja assim. Significa que o plano de saúde básico tem muita dificuldade de acesso nessa rede privada, que também não é de tão boa qualidade.” A lógica é que se os planos funcionassem bem, não haveria ressarcimento. “Se tem gente procurando o SUS é porque alguma coisa não está funcionando direito”, afirma Lígia.Os planos baratos não possuem estrutura, como número suficiente de ambulâncias, por exemplo.

Para a professora Sonia Fleury, da Escola de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas(EBAPE/ FGV), o governo abre mão de recursos ao permitir a dedução do plano de saúde no imposto de renda. “A renúncia fiscal prejudica a rede pública que está subfinanciada”, afirma Sonia Fleury.

O que também gera déficits éo fato de os planos não repassarem o ressarcimento de todos os serviços que os beneficiários utilizam no SUS.
“Quando foi regulamentado,o único objeto era a internação eletiva, o menor tipo de assistência”, diz Lígia. “Transporte de emergência, tratamento ambulatorial, vacinas, químio e radioterapia,por exemplo, ficaram de fora.

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autor: Bárbara Bretanha

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