Menu Principal

fecha o menu
Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Palavras cruzadas, "vacina" anti-Alzheimer

Data: 16/07/2014

Fazer palavras cruzadas — hábito comum na terceira idade — pode ser mais que um simples passatempo. Um estudo apresentado ontem na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Copenhague, revelou que praticar jogos de memória, que também incluem cartas, quebra-cabeças, damas ou xadrez, é um excelente exercício para o cérebro e ajuda a retardar ou até inibir o início dos sintomas da doença neurológica.

De acordo com cientistas americanos do Instituto do Alzheimer de YVisconsin, autores da pesquisa, isso ocorre porque pessoas que passam mais tempo em atividades estimulantes para o cérebro podem ajudar a preservar as estruturas vulneráveis do órgão e as funções cognitivas.

Os pesquisadores examinaram 329 pessoas com idade média de 60 anos consideradas saudáveis, mas em maior risco de desenvolver a doença por conta da herança genética. Todos os participantes foram submetidos a uma bateria de testes, que incluiu mapeamento do cérebro e avaliações cognitivas. Os cientistas perguntaram com que freqüência praticavam atividades como leitura de livros, visitas a museus, jogos de cartas ou que-bra-cabeças.

Após cruzar os resultados, os pesquisadores puderam constatar claramente que as pessoas que relataram jogar palavras cruzadas, cartas, damas, ou quebra-cabeças apresentavam maior volume de atividade cerebral nas regiões do órgão diretamente envolvidas com o Alzheimer. Além disso, esse grupo teve pontuação mais alta em testes cognitivos.

Os cientistas, no entanto, são cautelosos quanto a esse último resultado. Em entrevista ao jornal inglês "The Guardian" a médica Laura Phipps, responsável pela divulgação do estudo, afirmou que a pesquisa serve mais para entender como a doença ataca a memória do que criar um modelo de prevenção:

— Estudos feitos com base em observações como esse não são capazes de identificar a causa e o efeito do Alzheimer, mas podem ser úteis para a sinalização de fatores que podem influenciar o risco de declínio da memória e demência

Outros estudos já mostraram que manter o cérebro ativo, por exemplo por meio da leitura, é uma forma de evitar danos ao longo do tempo. O que a pesquisa de agora faz é trazer mais dados ao debate, segundo cientistas.

Fonte: O Globo

Fotos Relacionadas

Vídeos















Newsletter

Cadastre-se em nossa newsletter para receber notícias direto no seu e-mail



Copyright © 2008 Conselho Federal de Farmácia - CFF. Todos os direitos reservados.

SHIS QI 15 Lote L - Lago Sul / Brasília - DF - Brasil - CEP: 71635-615

Localização

Fone: (61) 3878-8700