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Dependentes do sol

Data: 07/07/2014

Você não sai da praia antes do último raio de sol? Responda rápido se faz isso porque deseja dourar a pele a qualquer preço ou porque os raios solares melhoram o seu humor e proporcionam bem-estar inigualável. Se escolher a segunda opção, saiba que cientistas da Escola Médica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estão estudando casos como o seu. Eles acreditam que esse comportamento reúne os ingredientes para ser considerado uma espécie de dependência química. O mais recente trabalho a esse respeito foi publicado pela revista americana “Cell”. “O estudo, feito com animais, tinha o objetivo de entender os mecanismos subjacentes a essa necessidade biológica por doses maiores de sol”, esclarece o pesquisador David Fisher, que liderou a pesquisa.

O pesquisador e sua equipe expuseram cobaias à radiação ultravioleta por seis semanas. A intensidade dos raios foi calculada para simular a exposição de uma pessoa de pele clara por até 30 minutos ao sol do meio-dia da Flórida (EUA), durante o verão. “Já na primeira semana, constatamos um aumento dos níveis sanguíneos de endorfina”, conta o pesquisador. As endorfinas são hormônios naturais do organismo que atuam nas mesmas vias que as drogas opioides (como a morfina), gerando bem-estar e analgesia. Além disso, a exposição aos raios UV levou as caudas dos animais a enrijecer e levantar, uma reação conhecida como cauda de Straub e observada quando os ratos recebem drogas opioides. Ao final das seis semanas, os animais tomaram remédios para bloquear a liberação de endorfinas e permitir que os níveis da substância no organismo voltassem ao normal. Nesse período, tiveram sintomas de abstinência, como agitação e tremores.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que a luz solar desencadeia a produção de endorfinas, assim como o exercício, sexo e chocolate. Mas ainda são necessários mais estudos para determinar o alcance do problema. “É uma informação nova que precisa ser aprofundada. Atualmente, estima-se que 10% da população apresenta predisposição a um comportamento de dependência do sol”, diz o dermatologista Omar Lupi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vice-presidente do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia. Especula-se também sobre a possibilidade de haver mais de uma razão para o vício em sol. Existiriam tanto pessoas dependentes do aumento da endorfina como indivíduos com transtornos de imagem que recorrem ao bronzeamento excessivo para disfarçar falhas físicas (como a acne ou o tamanho das coxas).

Todos esses achados podem ter impacto nas campanhas educativas contra o câncer de pele. “Nossos resultados sugerem que a decisão de proteger a nossa pele ou a pele de nossos filhos pode exigir um esforço consciente”, alerta o americano Fisher. “Essas pessoas agem como adictos e talvez precisem de apoio para mudar de hábitos”, diz Lupi, do Rio de Janeiro.

De acordo com o Skin Cancer Foundation, mais de 3,5 milhões de cânceres de pele são diagnosticados em mais de dois milhões de pessoas a cada ano nos Estados Unidos. Aproximadamente 86% dos casos de tumores do tipo melanoma, o mais agressivo dos tumores de pele, são causados pela exposição aos raios solares ou à radiação de câmaras de bronzeamento.

Fonte: IstoÉ

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