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Teste contra tumor de tireoide

Data: 19/05/2014

O diagnóstico da natureza dos nódulos de tireoide é um daqueles dilemas para os quais a medicina ainda busca soluções mais eficientes. Se forem benignos, podem ser monitorados pelo resto da vida. Se malignos, devem ser extraídos, o que implicará provavelmente retirada de parte da glândula e necessidade de fazer reposição hormonal contínua dos hormônios tireoidianos.

O mais novo progresso nesse campo é um teste que analisa a expressão de 167 genes encontrados em amostras de tecido aspiradas do próprio nódulo por meio de uma agulha muito fina. Primeiro a chegar ao País por meio de uma parceria entre o Fleury Medicina Diagnóstico e a empresa Genzyme, o exame identifica falhas na expressão dos 142 genes associados aos nódulos inofensivos e de 25 genes vinculados aos nódulos tumorais. Cada um desses genes é responsável por instruir as células envolvidas no funcionamento da tireoide a produzir substâncias específicas.

Os exames genéticos são uma opção muito esperada para avançar no diagnóstico quando a análise das células obtidas pela punção deixa dúvidas, o que ocorre entre 15% e 30% dos casos. Até agora, o único recurso para elevar a margem de acerto era pedir aos laboratórios de análises clínicas para avaliarem novamente os tecidos em busca de marcadores tumorais (substâncias produzidas pelos tumores) nesses tecidos. “Com essa prova, que chamamos de imuno-histoquímica, a incerteza pode se restringir a 10% dos casos. E a esses pacientes eu recomendo a cirurgia para a extração da glândula”, diz a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo, com doutorado em doenças da tireoide.Esse tipo de resultado, no entanto, só é alcançado quando os testes são feitos em laboratórios muito bons, analisados por ótimos patologistas e entregues a médicos experientes e atualizados. Não é o que acontece normalmente no Brasil. Por isso, o número de pacientes operados acaba sendo muito maior, atingindo quase metade daqueles que fizeram a punção. As estatísticas internacionais apontam que apenas 5% de todos os nódulos são, de fato, malignos.

Considerando o contexto, a possibilidade de realizar um teste genético para elevar a acurácia do diagnóstico é muito oportuna. “A função do exame genético é auxiliar o médico na decisão de evitar uma cirurgia desnecessária”, diz a médica Rosa Paula Biscolla, assessora em endocrinologia do Fleury Medicina e Saúde.

De acordo com a Genzyme, empresa fabricante do teste, o kit aponta com 95% de precisão se o nódulo é benigno. No entanto, em 5% dos casos há chance de, apesar de o exame não indicar malignidade, ser realmente câncer.

O novo teste custa R$ 9 mil e, por enquanto, não é coberto pelos planos de saúde. Por ano, no Brasil, são descobertos 9.050 novos casos de câncer de tireoide, conforme o Instituto Nacional do Câncer.

Fonte: IstoÉ

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