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Notícias Gerais

Contra as drogas, fio de cabelo

Data: 05/05/2014

Após discussões com o Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Trânsito decidiu manter a resolução de implementar o polêmico teste antidrogas para motoristas das categorias C, D e E, que incluem vans, ônibus e caminhões. O exame deve ser feito com fios de cabelo, e o órgão começará a homologar os laboratórios que poderão fazer os diagnósticos no mês que vem. A data em que os Departamentos de Trânsito estaduais (Detrans) passarão a exigir o teste dos candidatos a condutor, no entanto, ainda não foi definida. O objetivo do governo é contribuir para a redução dos acidentes, como uma medida complementar à Lei Seca, que restringe o consumo de bebidas alcoólicas.

Entretanto, a eficácia dessa exigência na redução de acidentes é contestada por especialistas, por não identificar o uso de drogas no momento em que o motorista conduz o veículo. De acordo com a resolução, o teste será exigido para a primeira habilitação e para a renovação das carteiras das três categorias. Dependendo do tamanho do fio, o diagnóstico pode detectar vestígios do uso de droga por meses ou até anos (em média, o cabelo cresce em torno de um centímetro por mês). A bioquímica Cristina Pisaneschi Azevedo explica ainda que o exame não é tão preciso como os de saliva ou urina, que, em diversos países, são aplicados nas fiscalizações pela polícia nas ruas. Pela metodologia a ser aplicada, explica ela, um condutor pode começar a usar drogas após obter a habilitação e, se tiver cabelo curto e interromper o uso meses antes da renovação, não terá problemas.

Cristina é favorável, no entanto, a que esses diagnósticos por cabelo sejam feitos nos motoristas em processos seletivos e avaliações periódicas pelas empresas de transporte público. "Seria o ideal, pois de alguma forma, coibiria o uso pelo trabalhador da área", ressaltou. Como um dos sete ministérios que têm representantes no Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a Saúde votou contra a aprovação da resolução, mas foi voto vencido. Os representantes dos demais ministérios, entre eles o das Cidades, da Educação e dos Transportes, foram favoráveis. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, reconheceu que a realização dos testes antidrogas não é comum entre as companhias que operam o transporte público, porém, disse ver com "bons olhos" a resolução.

"É uma prevenção importante e procura defender a vida. Acredito que, no transporte regular, não teremos problemas, pois não é hábito dos condutores usarem substâncias ilícitas", afirmou Cunha. O custo dos exames recairá sobre os motoristas, que terão de pagar cerca de R$ 290, segundo estima o Ministério das Cidades (responsável pelo Denatran e pela política nacional de trânsito). A renovação das carteiras é feita a cada cinco anos para motoristas de até 65 anos. Para os com idade acima de 65, a renovação é feita a cada três anos. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) informou que já se reuniu com representantes do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) para se preparar para a exigência. Já o Detran do Rio informou que aguarda a homologação dos laboratórios para iniciar credenciamento.

Fonte: Brasil Econômico

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