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Anchieta, o boticário santo

Data: 24/04/2014

A Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma, estará completamente lotada, nesta quinta-feira (24/04), a partir das 18 horas, quando o Papa Francisco celebrará a Missa em Ação de Graças pela canonização, no último dia 3, do Padre José de Anchieta. O Padre, que foi beatificado e já ganhou o título de Apóstolo do Brasil, passa a ser chamado, com a canonização, de São José de Anchieta. O que muitos fiéis não sabem é que o santo é considerado o primeiro boticário do Brasil.

Nascido, em 1534, nas Ilhas Canárias (Espanha), Anchieta foi transferido para o Brasil, em 1553, com 20 anos de idade, quando se tornou jesuíta. Aqui, montou várias boticas e estudou plantas medicinais, além de desenvolver fórmulas de medicamentos. As boticas continham, além de plantas nativas, medicamentos vindos da Corte.

Entre as plantas que estudou, está o vetricopê cujas raízes Anchieta utilizava como descongestionante e antitussígeno, e o bálsamo do peru, que era indicado como anti-inflamatório. Ressalte-se que o jesuíta foi o primeiro a estudar o bálsamo do peru. Dedicava longas horas do dia a descrever os recursos terapêuticos das plantas medicinais e sua toxicidade. O Padre, também, manipulou a fórmula do elixir Teriaga brasiliensis, comparado à famosa Teriaga de Veneza, e sintetizou o sal nitrato de prata.

Poeta, escritor, ambientalista, evangelizador e um dedicado boticário a serviço de índios e filhos destes com portugueses e, também, de escravos, o Padre Anchieta deixou belas páginas sobre a sua lida no tratamento de quem precisasse dos seus socorros, tanto do corpo, como da alma. Numa delas, o, hoje, São José de Anchieta diz: “Nossa casa é botica de todos e, em poucos momentos, está quieta a campainha da portaria”.

Alcance social - Uma curiosidade: em 1597, já velho e muito doente, o boticário deixou o leito para cuidar de um paciente. Foi o seu último gesto de caridade e de ação em saúde. O fato de não cumprir o repouso e de andar longe para tratar um paciente custou-lhe a vida. Anchieta deixou para os farmacêuticos brasileiros um legado que identifica a profissão: o alcance social dos cuidados prestados à população.

Os estudiosos de Anchieta impressionam-se com o fato de o missionário ter percorrido, a pé e descalço, o litoral brasileiro, de Cananeia, no sul de São Paulo, até o Recife, acompanhando missões dos jesuítas. Ele aprendeu o idioma tupi-guarani e escreveu o livro “Arte de Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil”.

Um dos fundadores da cidade de São Paulo, Anchieta envolveu-se tão intensamente com os medicamentos e a saúde, em geral, que esta particularidade marcou a sua vida e sua obra. No Rio de Janeiro, em 1582, ele deu início à construção da Santa Casa de Misericórdia, com o objetivo de assistir os doentes e as vítimas das epidemias tão frequentes, no Brasil. José de Anchieta morreu, no dia 9 de junho de 1597.

Fonte: Comunicação CFF
Autor: Aloísio Brandão

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