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Pesquisadores criam cromossomo sintético para leveduras

Data: 28/03/2014

O microrganismo que há milênios nos permite produzir pães e bebidas alcoólicas–e, mais recentemente, combustíveis – acaba de receber uma repaginada genética. Pesquisadores nos Estados Unidos anunciaram ontem a produção de um cromossomo sintético funcional para o fungo Saccharomyces cerevisiae, mais conhecido como levedura ou, simplesmente, fermento.

O cromossomo sintético, construído em laboratório, é uma cópia mais enxuta do cromossomo 3 da levedura, cerca de 15% menor do que o original e com várias modificações embutidas.

Algo equivalente à nova versão de um sistema operacional para celulares: mais leve do que o anterior e com aplicativos opcionais que podem ser ligados ou desligados de acordo comas preferências do usuário.

Quem assina embaixo do novo “software” na revista Science são pesquisadores da Universidade Johns Hopkins – incluindo dezenas de alunos de graduação, que passaram um ano e meio construindo e colando pequenos pedaços de DNA para montar o cromossomo. “Nossa pesquisa traz a biologia sintética da teoria para a realidade”, diz o pesquisador Jef Boeke,um dos autores principais do trabalho, em texto divulgado pela Universidade de Nova York (onde ele trabalha agora).

Abiologia sintética é o campo da ciência que utiliza a síntese de DNA como ferramenta básica de trabalho, seja para fins de pesquisa básica ou para aplicações biotecnológicas, baseadas em engenharia genética.

A proposta, neste caso, é reprogramar geneticamente as leveduras para capacitá-las a fazer muito mais do que fermentar pães ou secretar álcool.

Leveduras transgênicas já são usadas na indústria para produção de insulina e drogas antimaláricas, por exemplo, mas cientistas acreditam que seja possível usá-las para produzir substâncias ainda mais complexas.

O cromossomo sintético criado na Johns Hopkins é o maior feito dessa área até agora. Outros grupos já haviam sintetizado genomas de bactérias e vírus, mas nunca o cromossomo inteiro de um organismo eucarioto, dotado de células com núcleo e bem mais complexas – grupo que inclui a levedura e os próprios seres humanos.

A meta de Boeke é sintetizar os 16 cromossomos da levedura nos próximos quatro anos.

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autor: Herton Escobar

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