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Notícias Gerais

BH se arma contra epidemia

Data: 27/02/2009

A ameaça de epidemia de dengue em Belo Horizonte torna a cidade um campo de batalha contra o Aedes aegypti. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) desenvolve novas armas contra o mosquito, que, nos últimos anos, tem feito mais vítimas na capital. Criação de leitos exclusivos, contratação de médicos e abertura de postos de saúde nos fins de semana são medidas que fazem parte do plano assistencial de emergência da prefeitura. Diante do aumento de 38% dos casos da doença na cidade nos últimos dias, com 275 pessoas contaminadas, a SMSA se prepara para inaugurar, no mês que vem, um centro temporário de hidratação ao, que funcionará na antiga Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Venda Nova.

Como a Região Norte da cidade concentra o maior número de casos confirmados de dengue – são 136 do tipo clássico, seis com complicação e 313 suspeitos, de acordo com último balanço da SMSA –, o centro, localizado na Rua Padre Pedro Pinto, atenderá esses doentes, além dos pacientes de Venda Nova. “Serão 40 leitos destinados àqueles com sintomas mais graves, que precisam de mais de 12 horas de hidratação”, diz a gerente da UPA Norte, Silvana Nascimento. Ela aposta que o aumento será significativo e suficiente para o atendimento na área. Venda Nova tem 20 casos clássicos e um de forma hemorrágica (único registrado na capital até ontem), além de 76 sob análise, de acordo com dados atuais.

Hoje, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, apresenta o plano de emergência para BH em detalhes, apontando o número de leitos exclusivos para tratamento da doença nos hospitais Santa Casa e Risoleta Neves. Segundo a secretaria, o Programa Saúde da Família também será reforçado. É previsto para os próximos quatro anos a criação de 40 equipes para o combate ao mosquito.

A medida é um alívio para aqueles que estão com dores na cabeça e no corpo, além de contínua febre alta – sintomas típicos da doença – e, que, para piorar a situação, esperam quase quatro horas por atendimento em um posto de saúde ou em uma UPA. “Como não há leitos para todos, eles nos mandam para casa, mesmo passando muito mal. Além disso, não há médicos suficientes para nos atender, o que resulta em uma espera de quase cinco horas”, reclama Juliana Paula Oliveira, de 27 anos, que ontem, depois de esperar quatro horas, foi atendida na UPA Leste e, mesmo com a confirmação da dengue, não pôde receber o soro. “Eles alegaram que não há vagas para mim”, conta, revoltada.

De acordo com a gerente de Saúde da Regional Leste, Synara Barbosa Batista, na unidade da região há 34 leitos: 19 para adultos, nove infantis, quatro para cuidados intensivos e dois para casos isolados. “Com a demanda crescendo, vamos abrir mais leitos no Hospital da Baleia, no Bairro Saudade se a epidemia estourar na cidade”, antecipa, revelando ainda que houver mais de 30 casos da doença confirmados nos fins de semana, as unidades de saúde, que funcionam de segunda até sexta-feira, passarão a ser abertas aos sábados e domingos, principalmente nos Bairros Sagrada Família, Pompéia e Horto. “Já entregamos um relatório ao secretário Marcelo Teixeira sobre a contratação de mais médicos. Hoje, trabalhamos com seis clínicos, sendo dois plantonistas e outros quatro que se revezam em turnos diurnos e noturnos”, diz e acrescenta que até o meio-dia de ontem, na UPA Leste, 111 pacientes foram atendidos, mas ainda não se sabe quantos deles estão ou não com dengue.

A Região Leste é a segunda com maior concentração de casos confirmados na cidade. De acordo com o último balanço da SMSA, divulgado quarta-feira, nessa área são 33 tipos clássicos e 300 suspeitos. Mas, de acordo com Synara, esse número já aumentou e, até ontem, 460 pessoas estavam com suspeita de dengue.

RESISTENTE

“Estamos analisando os riscos que BH tem para uma epidemia. Temos que nos preparar, por isso, um plano de contingência”, afirma Angela Parrela, gerente de Epidemologia e Informação da SMSA. Para ela, compete à secretaria traçar metas antecipadas e não esperar que aumente o número de pessoas doentes para, só então, tomar iniciativas. “Temos uma situação crítica nas regiões Leste e Norte. A organização é fundamental para o tratamento dessas pessoas. O mosquito está cada vez mais resistente, quer sobreviver tanto quanto nós e tem conseguido”, conclui.
 

Fonte: Estado de Minas - Belo Horizonte
Autor: Luciane Evans


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