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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Injeções protegem macacos contra o HIV em dois estudos

Data: 07/03/2014

Cientistas acreditam que, no futuro, as injeções de longa duração poderiam ser usadas na prevenção do HIV em grupos vulneráveis e aumentar a adesão ao tratamento.

Na terapia profilática, pessoas não infectadas pelo HIV, mas com risco maior de contrair o vírus, como gays, profissionais do sexo e usuários de drogas, tomam antirretrovirais diariamente.

Dois estudos independentes que demonstraram esse benefício em macacos foram apresentados nesta semana na Conferência Anual de Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Boston, nos EUA.

Um dos trabalhos, liderado por David Ho, do Centro de Pesquisa de Aids Aaron Diamond, nos EUA, foi publicado na revista "Science".

Na primeira fase desse estudo, cientistas aplicaram duas injeções da droga em oito macacos saudáveis. Por oito semanas, os animais foram infectados com SHIV, uma forma híbrida do HIV.

Um grupo controle, também de oito macacos, foi infectado com o SHIV, mas não usou medicação preventiva.

Depois de oito tentativas de infecção com o vírus, nenhum dos macacos que recebeu a droga foi infectado.

No outro trabalho, conduzido pelos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), seis macacas receberam injeções mensais da nova droga e outras seis receberam placebo. Duas vezes por semana, os animais receberam o SHIV. Nenhuma das macacas protegidas pela injeção foi infectada.

A nova droga foi batizada de GSK744. O composto é análogo à droga dolutegravir, que foi aprovada no ano passado nos Estados Unidos.

Inicialmente, os estudos da equipe de Ho visavam apenas ao desenvolvimento da versão injetável da droga.

Mas a droga GSK744, quando injetada, permite uma metabolização mais lenta do composto. Com isso, sua capacidade de prevenção contra o vírus dura mais tempo.

Em uma segunda fase do estudo publicado na "Science", os pesquisadores testaram por quanto tempo a injeção poderia proteger contra o vírus. Depois da aplicação de GSK744 em 12 macacos, novamente, os animais foram infectados com o SHIV.

A droga parou de funcionar na décima semana de tentativa de infecção.

Mas sabe-se que o vírus SHIV não se comporta exatamente da mesma forma que o HIV e reações tóxicas podem ocorrer. Os autores, entretanto, têm uma vantagem: estão trabalhando com uma droga já aprovada e segura.

Isso aumenta muito o potencial da droga para uso preventivo em humanos.

Fonte: Folha de S. Paulo

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