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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Genéricos fazem dez anos

Data: 11/02/2009

Faz dez anos que o Brasil ganhou a sua política de medicamentos genéricos, por força da Lei 9.787, de dez de fevereiro de 1999. Foi implantada em meio a um grande debate que mobilizou, de um lado, o Congresso Nacional e o Governo Federal e, do outro, a indústria farmacêutica fabricante de medicamentos de referência. A população foi convencida do alcance social e da confiabilidade dos genéricos, aos poucos, graças à campanha desencadeada na mídia pelo Ministério da Saúde e à defesa de lideranças políticas, comunitárias e farmacêuticas.

“Dez anos depois, posso dizer que a política de genéricos está consolidada, apesar de haver um movimento com vistas a desestabilizá-la”, declara o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos. Mas pondera que a população, apesar desse movimento, tem procurado, cada vez mais, os genéricos. Souza Santos destaca o papel fundamental dos farmacêuticos na consolidação da política. Os seus serviços de orientação aos pacientes e a intercambialidade do produto de referência pelos genéricos foram de suma importância para o crescimento dessa categoria de medicamentos.

Quando a Lei 9.787/99 foi publicada, o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, viajou por todo o País pregando os benefícios dessa classe de medicamentos e conclamando a sociedade a defender esses produtos como uma conquista sua. “As pessoas entenderam o recado e viram que a confiabilidade e os preços em média 40% menores dos genéricos eram algo para valer”, conclui Souza Santos.

O Vice-Presidente do CFF, Amilson Álvares, reitera as palavras do Presidente. Diz que os genéricos cumprem bem o seu papel social, à medida que apresentam preços mais baixos que os de referência e apresentam qualidade. “Os genéricos até poderiam ter uma performance melhor, se contassem com o apoio dos prescritores”, observou Álvares.

Segundo ele, muitos prescritores ainda resistem em indicar genéricos. “Eles agem assim, por pressão da indústria farmacêutica de marca. Mas isso não leva ao descrédito dos genéricos, que continuam em processo de crescimento”, acrescenta o Vice-Presidente do Conselho Federal.

A questão do descrédito parece não alcançar os genéricos, segundo Amilson Álvares, graças à campanha orientadora deflagrada, no País inteiro, pelo Governo. Essa campanha sensibilizou principalmente as classes menos favorecidas, que passaram a optar pelos genéricos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), havia 2.609 medicamentos genéricos comercializados, no País, até 31 de janeiro de 2009. Só na primeira quinzena daquele mês, foram registrados 37 novos genéricos junto à Anvisa.

Um estudo realizado pela Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), os brasileiros economizaram, entre junho de 2001 e junho de 2008, R$ 8,8 bilhões com o uso desses medicamentos. A entidade tomou como base de cálculo a diferença de preço entre o genérico e o de referência correspondente.

Ainda de acordo com a Pró Genéricos, a variedade de medicamentos genéricos e a quantidade de empresas farmacêuticas produtoras cresceram mais de 100% em relação ao ano em que começou essa produção.
 

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.

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