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Dr. Jaldo é paraninfo e fala da grandeza de se comemorar o Dia do Farmacêutico

Data: 21/01/2009

A turma de 60 acadêmicos que se formou, ontem, Dia do Farmacêutico, pelo curso de Farmácia e Bioquímica da Unip (Universidade Paulista), em Goiânia, teve como paraninfo o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos. A solenidade de colação de grau foi realizada, no Teatro Rio Vermelho do Centro de Convenções de Goiânia.

Dr. Jaldo fez um breve pronunciamento para formandos, autoridades e convidados, quando aproveitou para explicar a grandeza contida na data consagrada aos farmacêuticos brasileiros: 20 de janeiro. Falou da importância do profissional para a saúde e do impacto social que as suas ações causam junto à população. “Temos mesmo que comemorar o nosso Dia. O farmacêutico é um profissional importante para o País e a profissão está em franca expansão”, disse.

Ele fez uma incursão histórica sobre a origem do Dia do Farmacêutico. O dirigente do CFF lembrou que a escolha de 20 de janeiro está associada à data do aniversário da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF). Foi, em dez de janeiro de 1941, na sede da Associação, que os farmacêuticos decidiram pela escolha do Dia.

Ainda em seu pronunciamento, Souza Santos dirigiu-se à formanda Beatriz, sua sobrinha-neta, filha do seu irmão Alberto, falecido, para recordar a sua própria história de farmacêutico. “O meu irmão Alberto foi quem me inspirou a ser farmacêutico”, lembrou. Alberto, que era também farmacêutico, foi o primeiro Presidente do Sindicado dos Farmacêuticos de Goiás e do Conselho Regional de Farmácia do Estado.

A Farmácia está na veia dos Souza Santos. Quatro irmãos - Alberto, José, Jairo e Jaldo – seguiram a carreira, como também a primeira esposa de Jaldo, Magali, e as filhas Ludmila e Cristiane. O filho, Jaldinho, estuda Farmácia. A mais recente a assumir a profissão é Beatriz.

A origem do Dia do Farmacêutico

A primeira proposta de criação de um dia comemorativo dos farmacêuticos partiu do Dr. Oto Serpa Granado, farmacêutico, e foi posta em discussão, pela primeira vez, no dia 7 de janeiro de 1941, quando ele participava de uma reunião da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF). “Todas as profissões têm o seu Dia, data especial para comemorar o ideal abraçado. Por que não temos o nosso Dia?", questionou.

A pergunta de Oto Serpa em tom de cobrança foi uma verdadeira sentença de nascimento de uma data, e instigou os colegas a iniciarem, ali mesmo, discussões que culminaram com a instituição do “Dia do Farmacêutico”. Mas não foi fácil chegar a um consenso.

Naquele 7 de janeiro de 1941, presidia a ABF o professor Abel de Oliveira. E foi ele quem levou aos farmacêuticos a proposta de uma outra data, apresentada pelo colega Donaidson Medina Quintela: cinco de agosto, dia de nascimento do consagrado farmacêutico brasileiro Rodolfo Albino Dias da Silva, autor da "Farmacopéia Brasileira". Adolfo Albino gozava de prestígio junto à categoria, que o tinha em boa como “genial” e “fabuloso”.

Orgulho da Farmácia brasileira, os adjetivos não eram de graça. Rodolfo Albino estudou os recursos da flora medicinal brasileira e introduziu a Farmacognosia, no Brasil. Através de suas fórmulas, obteve-se a preparação da cânfora solúvel, do cálcio associado a vitaminas, do fósforo orgânico e vitamina B1, do bismuto solúvel e muito mais.

Mas o próprio Abel de Oliveira, tempos depois, acabou defendendo junto à categoria que o Dia deveria ser 20 de janeiro, data do aniversário da Associação Brasileira de Farmacêuticos. Mas as discussões continuaram e novas propostas pedindo outras datas esquentaram as reuniões entre profissionais.

Por exemplo, o farmacêutico Durval Farias sugeriu, durante o I Congresso Brasileiro de Farmácia, em janeiro de 1922, que a data escolhida fosse quatro de novembro, dia em que o Brasil emancipou-se da Farmacopéia Francesa e a partir de quando passou a vigorar, no território nacional, a “Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil”, elaborada por Rodolfo Albino Dias da Silva.

O farmacêutico Edgar de Carvalho Neves propôs outra data: 3 de outubro, dia em que foram criados os cursos de Farmácia, no Brasil. A categoria considerava a data histórica e verdadeiro “pedestal social e científico da profissão”. No dia três de outubro de 1832, foram criados os cursos de Farmácia nas faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, os primeiros do País. Vinte de janeiro foi definitivamente consagrado, em dez de janeiro de 1941, na sede da ABF.
 

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.

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