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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Doenças da pobreza são desafio para o SUS

Data: 20/08/2013

O mesmo Sistema Único de Saúde (SUS) que fez mais de 22 mil cirurgias de transplantes de órgão e lida diariamente com doenças relacionadas a um novo estilo de vida imposto pela modernidade do século 21 — corrido e ao mesmo tempo sedentário —, ainda precisa prestar atendimento a pessoas com enfermidades que se expandiram desde o século 19. De acordo com a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tânia Araújo Jorge, as chamadas “doenças negligenciadas” têm um determinante social muito forte e suas sequelas alimentam a pobreza.

“Renda, condições de educação, de saneamento e água influenciam bastante na permanência dessas doenças, por isso são consideradas doenças relacionadas à pobreza”, explica Tânia. As doenças negligenciadas consideradas prioritárias pelo governo federal são dengue, doença de Chagas, leishmaniose, malária, esquistossomose, hanseníase e tuberculose. A pesquisadora destaca que outra característica desses males é que, de forma geral, são negligenciados pela indústria farmacêutica: “Não há interesse em investimento de pesquisa para geração de vacina e medicamentos, porque é um mercado pobre, a atividade econômica não dá sustentação para um mercado global.

Tânia Araújo acrescenta que a omissão da rede pública de saúde na atenção a essas populações contribui para a permanência dessas doenças na agenda do governo.

“Muitas vezes você tem o medicamento, mas o serviço de saúde não propicia o acesso às soluções já conhecidas”, diz.

A pesquisadora ressaltou que não adianta ter apenas um planejamento do governo federal, “tem que haver ação na ponta. A articulação entre os entes federal, estaduais e municipais é muito importante”. Para ela, as políticas voltadas para a as doenças negligenciadas são tratadas como política de governo, e não de Estado, e por isso é muito comum que sejam suspensas a cada troca de governo.

“Esse tema não deve sair da agenda política, está muito presente na agenda dos cientistas, mas isso não é o suficiente. Os resultados das pesquisas têm que ser colocado na agenda política do país” frisou, acrescentando que o investimento em educação é fundamental. “O governo deveria investir mais em campanhas educativas e ações que estimulem as pessoas a adotar bons hábitos alimentares, de sono, exercícios, entre outros”, diz Tânia.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2012 foram registrados mais de 33 mil novos casos de hanseníase, considerada uma das doenças mais antigas que acometem o homem e que tem cura. Os estados de Mato Grosso, Maranhão e do Tocantins apresentaram em 2012 alta incidência da doença, enquanto todos os estados da Região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, na Região Sudeste, somados ao Rio Grande do Norte, no Nordeste, alcançaram a meta de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública.

Fonte: Brasil Econômico

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