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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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O genérico age como um balizador de preços

Data: 09/08/2013

Quanto o mercado de genéricos movimenta no Brasil? Se nós temos R$ 50 bilhões do mercado total, R$ 15 bilhões é aproximadamente o que o setor de genéricos responde. O ritmo no primeiro semestre diminuiu e eu atribuo à situação econômica. Mas seguimos crescendo dois dígitos ao ano. As vendas de medicamentos genéricos cresceram 16% em volume no primeiro semestre de 2013 comparadas ao mesmo período de 2012. Esperamos um desempenho mais forte no segundo semestre, fechando o ano com 20% de crescimento. O mercado de genéricos sempre cresce mais do que o setor como um todo e alavanca a indústria demedicamentos no país.


A senhora comentou que a situação da economia, apesar de não ter travado o mercado, não deixou que tomasse o impulso esperado. O que afeta a produção e o preço final? Sendo o custo Brasil alto, as indústrias que operam no país vão trabalhar commargensmais restritivas. Cada vez que há variação de câmbio, há um aumento no custo da empresa, porque os insumos são importados na sua grandemaioria. Assim como tecnologias emáquinas. A carga tributária no medicamento tem um peso de 37%. Se houvesse diminuição, isso seria sentido na ponta. Há frentes parlamentares trabalhando nesse esforço, assim como as entidades de classe e empresários. Nós apoiamos a redução da carga tributária, o que resultará em mais acesso.


São Paulo tem 27% do mercado de genéricos em volume de unidades vendidas, enquanto o Rio tem 11%. Qual é o motivo dessa distância entre os estados? O estado de São Paulo tem um consumo maior porque é um mercado mais robusto. Por isso o medicamento genérico se sobressai lá. A participação do medicamento genérico em cada estado é sempre proporcional ao seu tamanho. E a saúde acaba chegando melhor nos grandes centros. No caso do Rio de Janeiro, temos um consumo menor pelo mesmo motivo, o tamanho do mercado consumidor.


Mas há algum tipo de resistência aomedicamento genérico? A resistência relacionada com a qualidade não existe no mercado fluminense ou qualquer outro. O que falta, como para qualquer produto, um pouco mais de ampliação de visibilidade. Tanto que estamos trabalhando agora em uma comunicação com foco para médicos, farmacêuticos, residentes e para a população geral.


Com relação à participação de mercado, qual é a posição hoje e onde se pretende chegar? Temos hoje 27,2% de participação de mercado. E a previsão é chegar a 30% de market share ainda no primeiro semestre de 2014. Perseguimos essa marca de 30% de participação de mercado desde 2011. Nosso mercado é ainda muito jovem, com 12 anos de existência, enquanto mercadosmaduros como os Estados Unidos e Europa, consomem genéricos há pelo menos 30 anos. Estamos indo bem no trabalho de formar mercado. E um crescimento como o nosso chama a atenção de mais empresas.


Mas quais são as empresas? As negociações são sigilosas mas o fator de atração é justamente o crescimento registrado aqui, na casa dos dois dígitos, algo que não se encontra em outros mercados hoje. Com relação a preços, qual é a nossa posição? A legislação brasileira prevê que o medicamento genérico, ao ser submetido a registro, tenha seu preço autorizado 35% menor do que o remédio demarca. Na prática o medicamento está até 70%mais barato. O genérico entra como um regulador de preço. Mas não é raro encontrar um medicamento de referência mais barato. Como isso acontece? Se eu tenho um mercado que vou perder, perco para mim mesmo e diminuo o preço até onde eu suportar. Mas os genéricos sempre puxam o preço para baixo, o que para o consumidor é salutar.


Hoje, o que temos em linhas de produtos genéricos disponíveis no país? De dez patologias mais prescritas, para oito delas há um medicamento genérico. O produto perde a patente e imediatamente há uma resposta com genérico subsequente. E até 2017, novas patentes vão vencer. Tivemos um boom muito importante e dos blockbuster quase todos já foram para o mercado. O setor é bastante atento.
 

Fonte: Brasil Econômico
Autor: Erica Ribeiro

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