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Novo exame de sangue detecta Alzheimer

Data: 30/07/2013

Cientistas da Universidade de Saarland, na Alemanha, desenvolvem uma técnica que promete, por meio de uma simples coleta de sangue, diagnosticar precocemente o mal de Alzheimer, doença degenerativa do sistema nervoso que provoca danos permanentes.

A nova técnica, publicada na revista científica “Genome Biology”, mostra que há fragmentos de material genético dispersos na corrente sanguínea que são típicos de quem desenvolve Alzheimer, mesmo antes de os sintomas de demência começarem a se manifestar.

Hoje não existe uma forma única de diagnóstico definitivo da doença, e os médicos dependem de testes de cognição e de varreduras por exames de imagem no cérebro para fechar o resultado.

O diagnóstico do teste alemão foi preciso em 93% das vezes, entre 202 amostras de sangue colhidas de 70 pacientes, 48 deles com a doença.

A equipe da Universidade de Saarland analisou 140 traços de RNA encontrados no sangue em pacientes com doença de Alzheimer e em pessoas saudáveis.

Desses 140 traços, os cientistas encontraram 12 que estavam em quantidade muito acima do normal entre os pacientes do grupo com o mal de Alzheimer.

É justamente esta dúzia de pistas que são buscadas no exame de sangue.

Encontrar diferenças entre o que os cientistas chamam de micro-RNA (pequenas moléculas que influenciam a forma como os genes se expressam) já se mostro um uma forma eficiente de diagnosticar, em estágio precoce, diversos tipos de câncer.

TÉCNICA AINDA PRECISA SER MELHORADA

Os pesquisadores ponderam que, apesar dos 93% de acertos, é preciso melhorar a técnica para que seja considerado um método seguro de diagnóstico.

O neurologista Oscar Bacelar, titular da Academia Brasileira de Neurologia, explica que o desenvolvimento do Alzheimer também depende de influências ambientais.

Analfabetos por exemplo, segundo o especialista, tendem a desenvolver mais a doença que outras pessoas com mais escolaridade:

— Há genes que estão associados ao maior risco do Alzheimer, mas não é uma sentença definitiva, é apenas um fator de suscetibilidade.

É certo que a idade é o maior fator de risco.

Aos 70 anos, 10% têm a doença. Entre 80 e 85 anos, a proporção atinge 40% .

O Alzheimer é a doença neurodegenerativa mais comum entre as que causam demência.

Hábitos saudáveis, como uma rotina de atividade intelectual, exercícios físicos, seguir a dieta mediterrânea — rica em peixes, óleos vegetais e vinho — e controlar doenças como hipertensão e diabetes são as melhores recomendações para retardar o aparecimento dos sintomas.

Fonte: O Globo
Autor: Cesar Baima

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