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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Ministério quer incluir Aids nos exames de rotina

Data: 22/07/2013

O Ministério da Saúde pretende pedir ao CFM (Conselho Federal de Medicina) que elabore uma recomendação para que todo médico sugira o teste do HIV a seus pacientes com vida sexual ativa.

"Aumentaria muito as testagens e, consequentemente, diminuiria as pessoas que têm o HIV, não sabem e continuam transmitindo. Não podemos ter alguém sexualmente ativo sem ter feito o teste", afirma Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério.

Pelas estimativas do governo, um quarto dos 530 mil infectados no país não sabe que tem o vírus.

O pedido ao CFM precisa ser oficializado, mas o primeiro contato, há alguns meses, foi positivo, segundo Barbosa. O conselho afirmou que vai esperar o pedido formal antes de se manifestar.

O momento, no entanto, é de tensão entre entidade e governo. O conselho rejeita a política do governo para atrair médicos estrangeiros e anunciou ontem seu afastamento de comitês no âmbito federal (leia na pág. C4).

A solicitação se soma a novas estratégias contra a Aids que devem ser desenvolvidas pela nova gestão do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério.

Uma delas, diz Barbosa, será oferecer o tratamento com antirretrovirais a infectados de grupos de maior vulnerabilidade, como jovens gays e prostitutas, independentemente do nível de comprometimento imunológico.

Hoje o tratamento é ofertado apenas quando exames apontam um determinado comprometimento.

O ministério também pretende implantar uma avaliação para identificar eventuais dificuldades de acesso ao teste de HIV e atrasos no início do tratamento.

Para Alexandre Grangeiro, pesquisador da faculdade de medicina da USP, é importante garantir o acesso ao teste.

Mas ele diz que "as estratégias que miram a população geral têm pouquíssimo efeito para a população específica [que concentra a epidemia no país, como profissionais do sexo e jovens gays]".

Grangeiro defende uma política mais abrangente na oferta do antirretroviral, que inclua pessoas não infectadas como prevenção.

Fonte: Folha de S.Paulo
Autor: Johanna Nublat

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