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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Preces e mantras podem agir sobre coração e câncer

Data: 15/07/2013

Confiança e estilo de vida são fatores de sucesso terapêutico.

A fé e o estilo de vida têm tanto efeito na saúde cardiovascular que ganharam duas mesas redondas no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, em setembro.

A aceitação da doença e a crença de ter que enfrentá-la como parte de um plano maior é observada pelos médicos como fator positivo em pacientes religiosos, praticantes ou não.

— A gente não aprende isso na faculdade, mas eu vejo muito nas UTIs coronarianas pacientes graves que, com fé, enfrentam a doença com muita determinação — conta o médico Roberto Esporcatte, da Sociedade de Cardiologia do Rio.

Não há estudos científicos definitivos sobre o poder da prece, é difícil documentar o índice de mortes de pessoas mais ou menos religiosas, mas até agora, o que se sabe é que a crença em um poder superior tem ação benéfica na qualidade de vida dos pacientes.

— Em relação ao bem-estar, pacientes que têm uma espiritualidade em tratamento costumam apresentar pressão arterial melhor, melhores taxas, menos calcificação coronariana, mas isto é uma dedução — explica o cardiologista.

— Esta ponte entre a formação ortodoxa e a vida religiosa dos pacientes será tratada no congresso, porque por mais que se estude novos medicamentos não se sabe porque alguns respondem a eles e outros não.

No tratamento de tumores há uma comprovação de alteração cognitiva de 40% relacionada à quimioterapia, em mulheres que sobreviveram ao câncer de mama.

Mas nas que praticam ioga essa alteração é menor, segundo a Mônica Klemz, do Centro Oncológico de Niterói.

Pode ter a ver com o exercício, com os mantras, com a respiração, com a meditação durante as aulas ou com o conjunto desses fatores.

— É difícil definir e medir a fé das pessoas.

Até agora nos estudos não há aumento de sobrevida em religiosos, a não ser nos adventistas do sétimo dia, mas neste caso é relacionado a uma vida mais regrada praticada por quem é desta religião — observa a oncologista.

Mônica alerta para resultados conflitantes em relação ao tema, já que a situação de doença quando vista como punição pode atrapalhar a recuperação do paciente.

Mas ela conta que em reuniões com pacientes oncológicos a figura de um padre ou religioso costuma emocionar.

— Em geral, quando há uma prece, a equipe médica e os pacientes se emocionam, acho que porque a gente lembra da fé na recuperação.

Fonte: O Globo
Autor: Viviane Nogueira

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