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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Entra em campo, o pacto da saúde: Mais Médicos

Data: 09/07/2013

 O Programa Mais Médicos, lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff, é um dos cinco pactos propostos pelo governo para responder às demandas das ruas. Prevê a abertura de cerca de 10 mil vagas paramédicos atuarem na periferia dos grandes centros, no interior e nas regiões Norte e Nordeste, com salários em torno de R$ 10 mil, e a criação de cerca de 11,5 mil novas vagas para residência médica. Mas, ontem, no lançamento do programa no Palácio do Planalto, as entidades representativas do médicos, como a federação nacional da categoria (FNM) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), não estavam presentes. Essas entidades discordam de vários pontos da proposta do Executivo.


O MaisMédicos prevê a expansão e a aceleração de investimentos para construção e melhorias em hospitais e unidades de saúde, num total de R$ 15,8 bilhões.
Uma medida provisória tratando do plano será encaminhada hoje ao Congresso.


Em um salão lotado por prefeitos (que participam, a partir de hoje, da 16ºMarcha Nacional dos Prefeitos) e por profissionais de saúde pública que estão em Brasília para o Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde, a presidente Dilma afirmou que o pacto é, entre todos, o mais importante, por se tratar do “pacto pela vida”.


Um dos principais itens do programa é a ampliação da residência médica por mais dois anos. Estudantes que ingressarem nas faculdades de Medicina (públicas ou privadas) a partir de 2015, terão que cumprir um “período adicional de experiência” de dois anos de trabalho em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), como condição para receber o diploma universitário. A proposta não tem apoio de especialistas e representantes da categoria ouvidos pelo Brasil Econômico. “Essa medida vai gerar um custo de oportunidade que certamente poderá afastar vocações da medicina”, comenta o médico Marcelo Gurgel, Doutor em Saúde Pública e Professor da Universidade Estadual do Ceará, ao citar a extensão do curso de medicina para oito anos. “Em oito anos, é possível fazer a graduação em Direito e e ainda em Economia. Ou é possível concluir uma graduação e um mestrado”. Melhor seria, segundo o especialista, manter o curso em seis anos, criando-se a obrigatoriedade de que seis meses do internato sejam dedicados à atenção básica, três dos quais cumpridos em regiões mais pobres do país ou em comunidades carentes. “O profissional seria humanizado da mesma maneira e não seria desestimulado a cursar Medicina”. Ao citar a criação desse “segundo ciclo” da graduação, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante afirmou que o médico terminará sua formação no SUS “ dando sua contribuição, humanizando-se”.


Outra medida que não agradou à categoria médica foi a oferta de bolsa federal no valor de R$ 10 mil para médicos que aceitarem trabalhar nas regiões mais pobres. “O médicos não querem bolsa. Precisamos de carreira, de concurso, não de bolsa. A forma de fazer saúde como está proposta neste pacto do governo é equivocada”, afirma Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos.


Em seus discursos, tanto a presidente Dilma quanto os ministros da Educação e da Saúde, Alexandre Padilha, fizeram questão de frisar que o governo só abrirá vagas para médicos estrangeiros caso os brasileiros não preencham o total de vagas a serem ofertadas nos municípios.


“Não se pode obrigar um médico que prefere viver na capital a ir para o interior, mesmo que possamos oferecer toda a estrutura necessária e uma boa remuneração”, afirmou Dilma. “Mas nós precisamos admitir, honestamente, que algo deve ser feito para que todos os brasileiros tenham direito a um médico, e é disso que se trata”, completou, para justificar a contratação de estrangeiros.


E, como temiam os representantes da categoria, o ministro Aloizio Mercadante anunciou mudanças no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. “No edital que vem agora, o médico pode fazer o Revalida sem ter morado no Brasil. Que venham ao Brasil todos os médicos”, disse, numa referência aos médicos estrangeiros.


A presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria Socorro de Souza — que é usuária do SUS e, no Conselho, representa a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) — falou na cerimônia pedindo a reeleição da presidente Dilma e puxando um coro “Veta, Dilma!”. Foi um apelo para que a presidente vete o chamado “Ato Médico”, projeto em discussão no Congresso regulamentando a profissão do médico

 

Fonte: Brasil Econômico
Autor: Edla Lula

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