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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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COORDENAÇÃO TÉCNICA DO FARMACÊUTICO NA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA: CFF recebe adesão do Conass e Conasems

Data: 14/06/2013

A coordenação técnica do farmacêutico na gestão da assistência farmacêutica foi o tema da reunião entre representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), realizada, em Brasília, no dia 12.06.13. O Vice-Presidente do CFF, Valmir de Santi, e integrantes do Grupo de Trabalho em Saúde Pública e da Assessoria Técnica do órgão foram expor à representação dos Secretários de Saúde a necessidade técnica e científica de o farmacêutico responsabilizar-se por todo o ciclo da gestão da assistência. O CFF votará, em sua próxima Plenária, que será realizado, nos dias 27 e 28.06.13, proposta de resolução dispondo sobre o assunto.

A questão da coordenação técnica do farmacêutico pela gestão da assistência é entendida pelo CFF como algo a ser apreciado, com urgência e sensibilidade política por parte das autoridades sanitárias municipais. A justificação do Conselho Federal de Farmácia para a aprovação de sua proposta de resolução é de que os Municípios vêm apresentando sérios problemas na gestão, gerando prejuízos aos cofres das Prefeituras e à saúde dos usuários do sistema público.

O ciclo da assistência compreende as etapas de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos. Quando a gestão de uma ou mais etapas é feita à revelia do farmacêutico, desencadeiam-se sérios problemas financeiros e de saúde. Há exemplos que chegam ao CFF de Municípios que realizam, sem critérios técnicos, o processo de seleção dos seus medicamentos, gerando prejuízos para os cofres públicos e perdas no tratamento.

“O medicamento mal selecionado pode ser o mais caro e, ao mesmo tempo, o menos eficaz e que causa mais efeitos colaterais. Ou seja, o medicamento mais caro não é necessariamente o melhor, como muitos gestores imaginam. Esta ideia estereotipada é um mito”, explica Wilson Hiroshi de Oliveira Uehara, farmacêutico integrante da equipe do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) da Prefeitura de Campo Grande, especialista em Saúde da Família, Vice-Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul e membro do Grupo de Trabalho em

Saúde Pública do CFF. O Dr. Hiroshi participou da reunião com representantes do Conass e Conasems.

O CFF, durante encontro com as representações dos Secretários de Saúde, deixou claro que sua proposta de resolução não diz que o gestor da assistência seja exclusivamente um farmacêutico, mas, sim, determina que todas as etapas do seu ciclo (seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos) sejam coordenadas tecnicamente pelo profissional. Até então, não havia uma norma emanada do CFF que dispunha sobre a coordenação técnica do farmacêutico na assistência.

Para o Vice-Presidente do CFF, Valmir de Santi, em todas as etapas da assistência, é necessário o emprego de conhecimentos técnicos e científicos sobre os medicamentos que só o farmacêutico possui. “Quem pode realizar o mapeamento epidemiológico da região para, de posse dos dados, proceder a seleção dos medicamentos para uso da população, se não o farmacêutico?”, questiona o Dr. Valmir de Santi, especialista em Saúde Pública e em Gestão da Assistência Farmacêutica.

RECEPTIVIDADE – A Assessora Técnica do Conass, Lore Lamb, e o Secretário Executivo do Conasems, Enio Sevilha Duarte, mais o Assessor Técnico desse órgão, Elton Chaves, acolheram positivamente as argumentações levadas pelo Vice-Presidente do CFF, Valmir de Santi e GT em Saúde Pública. Mais que isso, eles participaram da elaboração do texto da proposta de resolução do Conselho Federal de Farmácia, o que torna a sua execução factível, vez que o documento traz o olhar dos próprios gestores municipais de Saúde.

Representantes do Conass e Conasems elogiaram a proposta do CFF. Salientaram que a atuação do farmacêutico na gestão da assistência irá qualificar técnica e cientificamente essa atividade, resultando em mais eficiência terapêutica e melhor aproveitamento dos recursos destinados à aquisição dos medicamentos no âmbito dos Municípios.

GT - O Grupo de Trabalho em Saúde Pública do CFF reúne os farmacêuticos Lúcia Sales, Coordenadora e Conselheira Federal de Farmácia pelo Ceará; Lorena Baía (GO), Wilson Hiroshi (MS). Eles e O Coordenador Técnico do CFF, José Luiz Maldonado, participaram do encontro com representantes dos secretários de Saúde. Os farmacêuticos Sílvio Machado (ES) e Silvana Leite (SC), também, integram o GT.

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, assessor de imprensa do CFF.

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