07/10/2008 - Exame de proficiência volta a ser combatido pelo Presidente do CFF

 

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, reafirmou, durante palestra que fez na "IV Jornada de Farmácia do Centro Universitário Unieuro", em Brasília, na noite do dia o2.10.08, que o CFF tem uma posição contrária à realização do exame de proficiência para avaliar os conhecimentos técnico-científicos dos farmacêuticos recém-formados. Logo após a sua palestra, intitulada "Os Desafios da Educação Farmacêutica no Brasil", no espaço aberto às perguntas, Souza Santos disse ter notado a preocupação de estudantes e professores em relação ao exame de proficiência dirigido a profissionais farmacêuticos recém-formados. A Jornada foi realizada, de 30 de setembro 03 de outubro.
 
Para tranqüilizar os acadêmicos de Farmácia, o Presidente do CFF informou que o órgão é contra um exame de avaliação dos recém-formados, mas adiantou que alguma providência terá que ser tomada, para a garantir a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais à sociedade. A alternativa deve ser a avaliação dos cursos. De acordo com Jaldo de Souza Santos, o Conselho é favorável a que os cursos de Farmácia, e não os farmacêuticos, sejam submetidos a uma avaliação que aponte a qualidade do ensino oferecido.
 
A Coordenadora do Curso de Farmácia da Unieuro, Vivany Nicolau de Paula Dias Coelho, disse que a posição do CFF é encarada como um alívio por docentes e alunos. "Há tempos, eles procuravam um posicionamento dos dirigentes que representam a profissão. Acreditam que um exame de proficiência seria uma máquina de cursos preparatórios. Sempre, acreditei numa posição correta do CFF e, também, acho que o mias importante é oferecer uma formação de qualidade, durante a graduação", completou a Coordenadora.
 
PALESTRA - O Presidente do CFF afirmou que a necessidade de se avaliar a qualidade do ensino é justificada pela explosão do número de cursos de Farmácia, no Brasil, e pelas denúncias que chegam ao Conselho, dando conta de que grande parte dos cursos não está acatando as recomendações das Diretrizes Curriculares instituídas pelo Ministério da Educação, em 2002. O número de cursos, hoje, é de 306, dos quais 40 são de instituições públicas e 266, privadas. Para se ter uma idéia da repentina e extraordinária expansão do número, basta dizer que, em 1996, eram apenas 88 cursos, em todo o País. O aumento foi de 347%. Ao todo, são disponibilizadas 38.143 vagas anuais.
 
De acordo com a pesquisa realizada pela Comissão de Ensino (Comensino) do CFF, dos 190 cursos analisados, alguns não oferecem conteúdos de Análises Clínicas; 34 não oferecem Homeopatia, dois não oferecem farmacotécnica, 29 não oferecem conteúdos de alimentos. "Em geral, não existe padronização de conteúdos, e é preciso, inclusive, padronizar a carga horária. Não é possível estruturar um curso de Farmácia de qualidade, que contemple a teoria e a prática, com carga horária inferior a 4.800 horas", ressalta o Presidente do Conselho Federal de Farmácia.
 
INSTITUIÇÃO - Há nove anos, o Grupo Educacional Euro-Americano iniciava seu processo de expansão educacional, ao criar a Faculdade Euro-Americana, em Brasília. Hoje, denominado Centro Universitário Unieuro, possui mais de 10.000 alunos, 500 docentes (grande parte formada por mestres ou doutores) e 200 funcionários. Oferece 23 cursos de graduação e 30 opções de pós-graduação, além de infraestrutura com laboratórios nas áreas de Saúde, Comunicação Social, Informática, Arquitetura, Design, Gastronomia e Moda. Mais informações no site www.unieuro.edu.br
Fonte: CFF
Autor: Veruska Narikawa

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Fotográfo: Yosikazu Maeda

Professor Edson Luiz Zangrando, Coordenador do Curso de Farmácia da Unieuro; Dr. Jaldo de Souza Santos, Presidente do CFF; Dr. Alexandre Barros, Pró-reitor de Graduação; e Vivany Nicolau de Paula Dias Coelho, Coordenadora do Curso de Farmácia da Unieuro