22/09/2015 - Presidente do CFF recebe homenagem do CRF-PA

O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Pará (CRF-PA) realizou na noite desta terça-feira, dia 22 de setembro, no Hotel Sagres, em Belém, solenidade de entrega do prêmio "Farmacêutico Pai d`Égua 2014". O homenageado na primeira edição do prêmio foi o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o paraense Walter da Silva Jorge João.

Na solenidade foi entregue, também, pelo professor Armando Marçal, o prêmio que leva seu nome a Adalgiza Deniele Véras Silva e Anny Nayara Silva Lopes, classificadas em primeiro lugar no concurso promovido pelo CRF-PA. “É uma grande honra emprestar meu nome a esse prêmio, pois essa é uma demonstração de reconhecimento pelo meu trabalho. Me orgulho de, por meio de uma sólida carreira como professor e minha atuação no Conselho Regional, ter servido e continuar servindo à minha profissão”, discursou Armando Marçal. Pela classificação em segundo lugar, Ádria Katherine Santos e Anne e Karine Moreira Gomes receberam certificados.

A expressão “pai d’égua”, patrimônio linguístico do Pará, significa muito bom, excelente! Daí veio a inspiração para batizar a ação que o CRF-PA realiza para divulgar a importância do trabalho do farmacêutico e, ao mesmo tempo, levar saúde e conscientização sobre o uso e o descarte correto de medicamentos à população. Somente na primeira edição foram mais de 20 mil atendimentos realizados.

Do significado da expressão também surgiu a ideia de se criar um prêmio para enaltecer que se destacam pela excelência dos serviços prestados em favor da valorização da profissão farmacêutica. E o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, em toda a sua história como farmacêutico e, principalmente, como liderança da classe, fez por merecer o título. Desde muito cedo, mostrou a que veio.

Farmacêutico-bioquímico formado há 38 anos pela Universidade Federal do Pará, onde exerceu o magistério e atuou como Diretor do Centro de Ciências da Saúde, Walter Jorge João foi eleito Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Pará (CRF-PA) por duas vezes, iniciando na política farmacêutica em 1982.

Em 2001, liderou um movimento farmacêutico envolvendo o Sindicato da categoria, o Ministério Público, o Procon e os profissionais, que culminou na obrigatoriedade da Assistência Farmacêutica plena por meio de Termo de Ajustamento de Conduta, contrariando os interesses de proprietários de farmácias e drogarias. Mil e cem farmacêuticos foram colocados de uma só vez no mercado de trabalho. O fato teve repercussão nacional e levou Belém às primeiras fileiras dos serviços farmacêuticos.

Em 2008 deixou a presidência do CRF-PA para ocupar o cargo de Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado do Pará e em 2009 foi eleito vice-presidente do CFF. A par de sua trajetória até este momento, certamente deixará um legado como presidente do Conselho, cargo ao qual se elegeu em 2012, como promessa de transformação da profissão.

Em seu discurso de posse como presidente, Walter da Silva Jorge João resumiu em uma única palavra a estratégia que traçou para atingir esta conquista: união. E foi assim que angariou algumas das mais importantes vitórias para a Farmácia nas últimas décadas.

Com a união do Plenário do CFF, dos diretores e membros dos conselhos regionais de Farmácia, das lideranças da classe farmacêutica e político-partidárias, coordenou o movimento que transformou em realidade, no Brasil, as atribuições clínicas do farmacêutico; a prescrição farmacêutica e a Lei nº 13.021/14, responsável por fazer, das farmácias, estabelecimentos de saúde e efetivas unidades de assistência farmacêutica.

A esse rol devem ser acrescidas outras conquistas, até pouco tempo, inimagináveis: a criação do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica; a unificação das entidades de defesa da Educação Farmacêutica, com a criação da Abef; e a diversificação da atuação farmacêutica, com o incremento de 400% no número de ocupações farmacêuticas classificadas pelo Ministério do Trabalho.

Essa diversificação foi impulsionada por uma grande evolução da regulamentação da atuação profissional. Até pouco tempo ninguém imaginava ver o farmacêutico atuando na área de estética, ou na floralterapia e, ainda, em consultório farmacêutico, consultando e prescrevendo.

E muitas outras conquistas ainda estão por vir. A obrigatoriedade da presença do farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, está a um passo de se tornar lei. Além disso, o CFF acaba de assinar termo de cooperação com o Inep/MEC para a capacitação dos técnicos e a revisão dos instrumentos de avaliação dos cursos de graduação em Farmácia e está participando ativamente do processo de revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), sob a responsabilidade do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Em breve, o CFF lançará, também, o Profar, o maior programa de suporte ao farmacêutico que deseja atuar na Farmácia Clínica. O programa englobará, inicialmente, um curso de educação a distância (EaD) - Prescrição Farmacêutica no Manejo de Problemas de Saúde Autolimitados -, bem como guias de prática clínica. O primeiro guia a ser lançado terá como tema espirro e congestão nasal.

A lista é enorme e Walter da Silva Jorge João, que esteve e continua presente na linha de frente da luta por estes avanços, no Pará ou em qualquer lugar do país, merece ser chamado de “farmacêutico pai d’égua”, e, porque não “liderança pai d’égua” da Farmácia brasileira. O presidente do CRF-PA, Daniel Jackson Costa diz que a homenagem é mais do que justa e merecida.

“Primeiro farmacêutico paraense a ocupar a presidência do CFF, Walter da Silva Jorge João é um ícone para todas as áreas da profissão farmacêutica no Estado do Pará. O movimento Farmacêutico Pai D’Égua, criado para ser diferente e fazer a diferença na vida da população paraense, não poderia ter outro farmacêutico homenageado nesta sua primeira edição. Quiçá, nas próximas premiações, tenhamos mais farmacêuticos com o mesmo espírito que tem o nosso primeiro homenageado”, disse Daniel Jackson Costa.

O Farmacêutico Pai D’Égua declarou sentir-se honrado por receber, em seu Estado, um prêmio tão cheio de significado. “Essa é uma expressão própria do Pará, que, eu tenho certeza, muito em breve estará amplamente difundida em todo o País. Ser farmacêutico pai d’égua é amar a profissão, é dedicar-se e empenhar-se por ela”, disse o presidente do CFF, envaidecido por ver que valeu a pena correr atrás do sonho de ver a Farmácia valorizada e reconhecida.

 

 

Fonte: Comunicação CFF

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Fotográfo: João Yosikazu Maeda